Nascido em Martel, França em 1812 e faleceu nà cidade do Rio de Janeiro em 1860.

Por ser redator-chefe do Jornal La Reforme, por onde se expressava contra o golpe de Napoleão foi perseguido, fugiu para Londres, e posteriormente dirigiu-se ao Brasil em 1858, como exilado, justamente por suas ações políticas e de lutador ferrenho da liberdade e da república no governo de Napoleão Bonaparte. Chegou ao Brasil em companhia do amigo e fotógrafo Victor Frond.

Suas observações sobre o país foram registradas no livro Brésil Pittoresque, publicado em fascículos à época um dos mais importantes documentos históricos do século XIX, com imagens de Frond e texto de Ribeyrolles. O livro é composto por dois volumes. O primeiro é dividido em dois tomos, em um discurso beirando ao ufanismo naturalizado. Segundo Santos Filhos, Ribeyrolles pode ser considerado um abolicionista tendo lutado pela liberdade dos escravos e em favor de trabalhadores livres para a agricultura e para a pequena indústria que começava a despontar, embora tenha por vezes reafirmar que seu pensamento tem raiz na teoria racista.

Contudo, como um europeu vivente no século XIX expressou preconceitos baseados na visão etnocentrista que imperava no senso comum e na própria academia europeia como explicativas do mundo.

Nesse sentido Ribeyrolles comete um erro comum entre os europeus: fazer a leitura do Novo Mundo segundo preceitos de sua realidade histórica. Considera selvagens nativos como representantes de raças inferiores, que não produzem nada além de arcos, flechas, colares.

Para Ribeyrolles, o Rio possuía ares de Veneza, mas não deixou de criticar o precário abastecimento de água e iluminação pública e ainda teceu uma crítica à falta de memória histórica do brasileiro a partir de seu encantamento pelos arcos da Lapa.