Era o ano de 1864, quando em julho nasceu o menino Francisco Rodrigues Saturnino de Brito, em Campos dos Goytacazes,RJ. Saturnino faleceu em Pelotas, RS em 1929.

Foi o engenheiro sanitarista brasileiro, que realizou alguns dos mais importantes estudos de saneamento básico e urbanismo em várias cidades do país, sendo considerado o “pioneiro da Engenharia Sanitária e Ambiental no Brasil”. Fez os principais estudos urbanísticos e de saneamento de cidades como Vitória (ES), Campinas, Ribeirão Preto, Limeira, Sorocaba, Amparo, Petrópolis, Paraíba do Sul, Itacocara e Campos dos Goytacazes, sua terra natal. Em Santos, deu início a gigantesco plano de saneamento que incluiu os canais de drenagem e a Ponte Pênsil (inaugurada em 21/5/1914, para dar suporte aos emissários do esgoto de Santos, cujos dejetos eram lançados ao mar na ponta de Itaipu). Realizou projetos parciais nas capitais paulista e pernambucana.

Foi fundador do Escritório Saturnino de Brito (ESB), considerado uma verdadeira escola de engenharia hidráulica e de engenharia sanitária no Brasil, funcionou até 1978 quando da morte de seu filho e continuador da sua obra Francisco Rodrigues Saturnino de Brito Filho.

Foi eleito pelo congresso da “Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental”, por unanimidade, como Patrono da Engenharia Sanitária Brasileira.

Escreveu diversas obras técnicas de saneamento que foram adotadas nà França, Inglaterra e Estados Unidos.

Suas obras completas foram editadas, após o seu falecimento, pelo Instituto Nacional do Livro na Imprensa Nacional, e incluem, entre outros volumes, o “Saneamento de Santos”, o “Saneamento de Campos”.

Como positivista, Brito é contra a intervenção do Estado nà vida do indivíduo, portanto será também contra a vacinação.

Em Campos quem assumiu as obras foi o governo municipal e a política local orientada por Nilo Peçanha pensa também em sanear a baixada. Propõe alinhamento das vias públicas como tabuleiro de xadrez para soluça das ruas curvas; faz levantamento topográfico para poder fazer o escoamento dà cidade.

Para ele à cidade colonial tem males, doenças, crescia ao acaso. Ela precisa ser refeita, portanto propõe um plano de conjunto e crescimento ordenado, dentro de uma visão holística, pensando em equipamentos públicos como o matadouro, habitações populares (lar para operários – seu olhar conservador indicando um controle) e mercado municipal. Para a drenagem de lagoas como a do Vigário prevê uma plantação de eucaliptos que estava naquele momento acabando de ser introduzido no Brasil.

O CECI teve o projeto: “Acervo Arquitetônico Saturnino de Brito — Memória da Arquitetura Pré-Moderna no Brasil”; aprovado pela Petrobrás Cultural, tem por objetivo proceder o resgate digital da memória arquitetônica e criar instrumentos de acesso público ao “Acervo Arquitetônico Saturnino de Brito”, criando um banco de dados para o estudo da História da Arquitetura e da Formação Urbana das cidades brasileiras na primeira metade do século XX. Tem por autor e coordenador técnico o Prof. Dr. Maurício Rocha de Carvalho, em Recife.