Campista nascido em 25 de março de 1899 foi um jornalista combativo e identificado com a comunidade. Assim também o foi quando escreveu peças teatrais que fez os campistas rirem de si mesmos e por isso se tornou amado por todà cidade, em suà época, foram mais de 30 revistas burlescas, comédias e dramas, encenados entre 1923 e 1945.

Ainda menino começou a trabalhar nas oficinas do jornal “A Notícia” como tipógrafo e parece que lá pegou o gosto pela escrita e com facilidade passou a redação.

Como memorialista dà história dà cidade produziu textos jornalísticos de conteúdo histórico, muito embora seu único livro publicado tenha sido “Os Crimes Célebres de Campos”, para o qual também produziu as ilustrações. Nessa obra ele além de tratar dos crimes, traça o perfil da Campos dà época, seus costumes, a falta de esgoto tratado e do tratamento da água, a iluminação com azeite de peixe e a gás, a travessia do Paraíba numa barca, a pêndula e os bondes puxados a burro.

Entre suas obras estão: Os crimes célebres de Campos: séc. XIX (1930); O Alisador (comédia de 1923); Campos em Camisa (revista de 1924); Pega-Cachorro (revista de 1924); O homem que ninguém não viu (comédia de 1926); A Escrava Isaura (drama — 1927); Comigo não (revista de 1929); Abafa a Banca (revista de 1933); Campos em Revista (revista de 1940); O careca não é de Campos (revista carnavalesca de 1942); A menina do açúcar (comédia de 1942); Rua das Cabeças (drama de 1942); Petróleo no Turfe (comédia de 1942); Campos depois das dez (revista de 1943); Pérola do Sul (revista de 1943); Campos está progredindo (revista de 1943); Uma festa no Capão (Comédia de 1945) e Campos no meu coração (burleta de 1945).