Nascido em Campos, RJ, em 9 de outubro de 1853, faleceu no Rio de Janeiro em 29 de janeiro de 1905, aos 51 anos de idade. Era filho natural de João Carlos Monteiro, Vigário da paróquia e orador sacro de grande fama na capela imperial, e de “tia” Justina Maria do Espirito Santo, quitandeira.
Tinha 14 anos quando, tendo recebido apenas a educação primária, foi para o Rio de Janeiro. Começou à vida como servente de pedreiro na Santa Casa de Misericórdia do Rio.
Pagando o próprio estudo, formou-se em farmácia. Em 1875, porém, descobriu a verdadeira vocação ao um jornal satírico chamado “Os Ferrões”. Começava ali a carreira de um dos mais brilhantes Jornalistas brasileiros de todos os tempos. Conheceu a princesa Isabel, fundou seu diário, a “Gazeta da Tarde”; virou o “Tigre do Abolicionismo”; Em maio de 1883, criou, junto com André Rebouças, uma confederação unindo todos os clubes abolicionistas do país.
Seu amigo João Rodrigues Pacheco Vilanova, convidou-o a morar em casa da sua mãe, então casada em segundas núpcias com o Capitão Emiliano Rosa Sena. Para que Patrocínio pudesse aceitar sem constrangimento a hospedagem que lhe era oferecida, o Capitão Sena propôs-lhe que, como pagamento, lecionaria aos seus filhos. Patrocínio desde então, passou também a frequentar o “Clube Republicano” que funcionava na residência. Não tardou que Patrocínio se apaixonasse por Bibi, sendo também por ela correspondido e se casaram.
Em torno dele formou-se um grande coro de jornalistas e de oradores, entre os quais Ferreira de Meneses, na Gazeta da Tarde, Joaquim Nabuco, Lopes Trovão, Ubaldino do Amaral, Teodoro Sampaio, Paula Nei, todos dà Associação Central Emancipadora. Fundou a Confederação Abolicionista e lhe redigiu o manifesto, assinado também por André Rebouças e Aristides Lobo.
José do Patrocínio jornalista, orador, poeta e romancista, compareceu às sessões preparatórias da instalação dà Academia Brasileira de Letras e fundou a Cadeira nº 21, que tem como patrono Joaquim Serra.
Aos 35 anos incompletos, era difícil supor que, a partir dali, Patrocínio veria sua carreira ir ladeira abaixo. Mas foi o que aconteceu: seu novo jornal, “A Cidade do Rio”, fundando em 1887, virou porta-voz da monarquia — em tempos republicanos. Contudo em 1889, aderiu ao movimento republicano.
Em 1832, depois de atacar o marechal Floriano, Patrocínio foi exilado para Cucuí, na Amazônia. Em 1893, Patrocínio voltou ao Rio, mas seu jornal foi fechado. A miséria bateu-lhe à porta e Patrocínio mudou-se para um barracão no subúrbio. Por anos, dedicou-se a um projeto delirante, o de construir um dirigível, o balão
“Santa Cruz”, com o sonho de voar. de 45 metros de comprimento. A nave jamais se ergueria do chão.

