Nascido em Lisboa no ano de 1591, embora algumas fontes afirmam ter ele nascido em Cádis (Espanha) em 1602. Faleceu em 1 de janeiro de 1688 aos 91 anos de idade, conservando até aos últimos dias da suà vida e rijeza do corpo e do espírito. Era filho de Martim de Sá e de sua mulher D. Maria de Mendoza y Benavides.

Restaurador de Angola descendia da gloriosa família de Mem de Sá e de Estácio de Sá, os fundadores do Rio de Janeiro. Consta que Salvador Correia de Sá escrevera umas Memórias da suà vida, que infelizmente se perderam.

Em 1612, contando 18 anos, entrou no serviço militar, distinguindo-se nas guerras contra os índios. Em 1634, Salvador Correia foi nomeado almirante dos mares do sul. Tratava-se para os espanhóis de resolver uma questão vital para os seus domínios nas margens do rio da Prata. Salvador Correia dirigiu a campanha com tanta habilidade e energia que foi então nomeado capitão-general do Rio de Janeiro, tendo recebido a carta régia, testemunho dos altos serviços prestados pelo agraciado à coroa de Espanha. Foi por essa ocasião também que Salvador Correia, filho de espanhola, foi procurar esposa à fidalguia dessa nação, casando com D. Catarina de Velasco, filha de D. Pedro Ramirez de Velasco, governador do Chile.

Em 1644, como general da frota, devia escoltar os navios do comércio brasileiro ameaçados nos mares da América pelos holandeses, nos dà Europa pelos espanhóis. Estava como delegado do conselho ultramarino, que lhe concedeu finalmente, amplos poderes para explorar as minas, cuja existência e riqueza no vasto território que estava sob a jurisdição de Salvador Correia já então se pressentiam.

A importância de Angola era tão extrema aos portugueses, porque era dali que se fornecia o Brasil de escravos pretos indispensáveis para a cultura das suas terras. A empresa de a reconquistar era tanto mais difícil. Por esse feito, a conquista de Angola, recebeu por carta régia de 17 de setembro de 1658, o governo das capitanias do sul do Brasil com absoluta independência do governo da Baía.

Em 1677 por Salvador Correa de Sá e Benevides, fundou a Villa de São Salvador dos Campos, elevada a categoria de cidade em 1835.

Os moradores da planície já haviam realizado duas tentativas de fundar uma vila (1653 — 1672) fracassando diante da resistência dos proprietários residentes do Rio de janeiro e do próprio governador, pois isso significava a instalação de uma Câmara Municipal. Só em 1677 com a criação da capitania de Paraíba do Sul doada a Salvador Correa de Sá (cujo filho será o primeiro Visconde de Asseca) foi criada a Vila de São Salvador de Campos — 29 de maio de 1677.

O período que se segue a essa doação até ser a capitania ser revertida a Coroa — 1752 é um tempo agitado nà história de Campos dos Goytacazes. Não há historiador local que não tome partido contra os Viscondes de Asseca e apaixonadamente surgem heróis e vilões.