Foi um relevante jornalista, editor e intelectual que atuou em Campos dos Goytacazes na transição entre o século XIX e o início do século XX. Ele ocupou o posto de redator e foi proprietário do histórico jornal Monitor Campista. Destacou-se como o idealizador e publicador do renomado "Almanak Mercantil, Administrativo e Agrícola da Cidade de Campos", impresso pelas oficinas do próprio jornal.

Entre as décadas de 1880 e 1890, ele compilou e publicou os Almanaques de Campos (abrangendo também regiões vizinhas como São Fidélis, São João da Barra e Macaé). Esses registros, como as edições históricas de 1884 e 1885, tornaram-se ferramentas fundamentais para historiadores contemporâneos mapearem o crescimento demográfico, as malhas ferroviárias, a transição do trabalho escravo e o comércio local.

Além do jornalismo, esteve envolvido ativamente nà vida civil e na administração de Campos. Exerceu funções como coletor estadual no município e chegou a ser nomeado intendente na primeira gestão da Intendência dà cidade durante o início do período republicano. Fez parte também de círculos filantrópicos e de assistência social dà época, incluindo a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia e Sociedade União Artística Beneficente.

João Alvarenga deixou herdeiros proeminentes na educação e na cultura dà região. Ele foi pai de Cora de Alvarenga (notável educadora, diretora do Grupo Escolar 15 de Novembro e autora de livros didáticos pioneiros, hoje homenageada com um nome de rua em Campos) e de Dinorah Alvarenga, que também seguiu carreira no magistério campista.