Foi um brilhante intelectual, certamente, um dos maiores nascidos no município de São João da Barra. Sua vasta obra como historiador, escritor, poeta, romancista, professor e advogado está repleta de importantes registros que servem de subsídio para a História dà região Norte Fluminense.
João Oscar do Amaral Pinto nasceu em 6 de abril de 1939. Começou seus estudos no Grupo Escolar Alberto Torres em São João da Barra. À medida em que avançou nos estudos foi para à cidade de Campos dos Goytacazes para tornar-se interno do Colégio São Salvador. Em sua mocidade rumou para à cidade do Rio de Janeiro onde foi vendedor de enciclopédias, representante de produtos farmacêuticos e cuidador de cães a fim de arrecadar fundos para pagar a Faculdade Nacional de Direito. Neste período tornou-se ativista político contrário à ditadura militar.
Após bacharelar-se em direito João Oscar foi para Teresópolis onde casou-se com Cecília Pinto e teve com a mesma dois filhos chamados Luiz Alberto e André Pinto. Tornou-se membro de diversas instituições culturais. Destacou-se como historiógrafo e entre as obras importantíssimas que foram escritas por ele estão “Apontamentos para a História de São João da Barra”, “Introdução à História literária de São João da Barra”, “Narcisa Amália – Vida e poesia”, “Escravidão e engenhos”, entre outras.
Nos anos 1970 fundou a Casa de São João da Barra em Niterói para apoiar trabalhos literários de sanjoanenses que viviam longe de sua terra natal. Participou do famoso programa televisivo “O céu é o limite” onde respondeu perguntas sobre à vida de Tiradentes. Logo em seguida recebeu a Medalha Tiradentes, ofertada pela Assembleia Legislativa do estado do Rio de Janeiro. Foi diretor da Fundação Educacional Serra dos Órgãos que administrava asa Faculdade de Administração e Ciências Contábeis de Teresópolis.
Com a chegada de sua aposentadoria João Oscar voltou a São João da Barra, participou da comissão organizadora do Sesquicentenário de aniversário dà cidade e tornou-se secretário de educação e cultura. Recebeu a Medalha do Mérito de São João da Barra e lançou o livro “Juventude vermelha” em que relatou seu
período de ativismo político. Muitos livros de João Oscar fazem parte de catálogos de bibliotecas europeias e um deles, “Curunkango Rei”, consta do catálogo da Biblioteca Nacional Norte Americana. Seu último livro publicado foi “A saga de um herói negro” em 2006.
O grande historiador João Oscar do Amaral Pinto faleceu em 06 de junho de 2006 deixando treze livros publicados e marcando, de forma indelével, seu nome na memória intelectual do estado do Rio de Janeiro e do Brasil.

