Filho do pedreiro Silvestre Almeida e Maria Leopoldina Almeida, nasceu em 3 de março de 1916. Quarto de uma prole de 9 filhos, estudou até a 3ª série primária na Escola de Aprendizes e Artífices, onde aprendeu o ofício de tipógrafo.

Ainda adolescente, aprendeu com um de seus tios o ofício de sapateiro, e como tal atuou durante 20 anos. Através de concurso público ingressou na Recebedoria de Rendas do estado como contínuo, após 5 anos neste órgão, passou a trabalhar no Liceu de Humanidades de Campos por 35 anos, exercendo desde a função de auxiliar de portaria até o cargo de chefe de disciplina, onde também acompanhou várias a formação de várias gerações de estudantes.

Casado a primeira vez com Climéria do Rosário, teve um filho: Cléber, eletricista de profissão. Viúvo, casou-se pela segunda vez com a professora Lucy Moraes, falecida em abril de 1993, com quem teve 4 filhos: Clécio, Cléa Leopoldina, Clécia Maria e Clésia Glória, todos formados em ensino superior e exercendo suas respectivas profissões.

Jogou futebol com o apelido de Jorge Chinês, durante 17 anos no Campos Atlético Associação, de onde foi presidente por cinco mandatos. Atuou na seleção campista nos anos de 1938, 39 e 40. Na ocasião do serviço militar, jogou no Cantareira Atlético Clube e na seleção de Niterói, ao lado de Zizinho, de quem tornou-se grande amigo e Amâncio Azevedo (ex-prefeito dà cidade de Nova Friburgo). Participou de vários cargos na diretoria da Liga Campista de Desportos.

Em sua gestão como presidente do Campos, construiu e inaugurou o Estádio “Ângelo de Carvalho”, sonho de vários anos da “família roxinha”.

Foi um dos fundadores do São Cristóvão Futebol Clube, do qual foi presidente diversas vezes.

Enquanto músico tocou clarinete na Lira Conspiradora e foi sócio honorário de todas as outras sociedades musicais, ou seja, Lira Guarany e Operário Campista. Como carnavalesco foi um dos fundadores e artífices da então Academia de Ritmos Mocidade Louca, hoje Associação de Arte e Cultura e Escola de Samba Mocidade Louca. Nesta, idealizou e realizou carnavais marcantes nà história dos desfiles em Campos, como: “Velho Capitão”, “Brasil Gigante”, “Lei 2004”, “Exaltação ao Mobral”, “Liceu, suà história e suas glórias”, “Exaltação à Cultura”, todos com samba-enredo de sua autoria.

Idealizador e um dos fundadores dà Associação das Escolas de Samba de Campos e Associação Folclórica do Norte Fluminense. Foi presidente de ambas durante muitos anos e tornou-se Presidente de Honra da AESC.

Foi presidente da Sociedade Carnavalesca “Felisminda Minha Nega” e diretor de intercâmbio da Federação das Escolas de Samba do estado do Rio de Janeiro.

Na década de 1980, participou com destaque dos Simpósios Nacionais do Samba, sendo 2 realizados nà cidade de Santos (SP) e um nà cidade do Rio de Janeiro (RJ).

Foi responsável pelo 4º Simpósio realizado em Campos e escolhido para o discurso de abertura no 5º Simpósio Nacional, realizado nà cidade de São Paulo (SP). Neste, apresentou importante tese sobre a importância social das escolas de samba e ainda um samba intitulado ‘Escolas de samba: origem e importância’, conquistando 3º lugar em concurso realizado durante o evento.

Algumas de suas composições encontram-se na memória dos adeptos do samba, entre elas: ‘Rosa Vermelha’ e ‘A trope chegou’, parcerias que contribuíram para a vitória do Bloco de Samba “Os Psicodélicos”. ‘Chica da Silva’ (parceria) ‘Baile na Corte’ e ‘Canaviais’, cantados pela ‘Mocidade Louca’. Ainda participou de concursos de samba, sendo o samba “Carne seca com quiabo” o mais conhecido e cantado até hoje.